O PADRÃO BÍBLICO PARA A FAMÍLIA

O PADRÃO BÍBLICO PARA A FAMÍLIA
LIVRO JÁ À VENDA

LANÇAMENTO DE "O PADRÃO BÍBLICO PARA A FAMÍLIA"

O LIVRO: "O PADRÃO BÍBLICO PARA A FAMÍLIA" - ENCONTRA-SE À DISPOSIÇÃO PARA VENDA NOS SEGUINTES ENDEREÇOS:

CASA DA BÍBLIA
Rua São Sebastião, , nº 33 - Centro,
Barra Mansa - RJ -

CPAD VICENTE DE
CARVALHO - RJ
Av. Vicente de Carvalho, 1083 - Vicente de Carvalho
21210-000 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2481-2101
Fax: (21) 2481-5913


ESPAÇO LITERÁRIO PASTOR DAVID CABRAL
Rua Assembleia de Deus, nº 156 - Laranjal,
Volta Redonda - RJ - Tel: 24-3340.7232

LIVRARIA UNIVERSITÁRIA
Rua Ver. Luís da Fonseca Guimarães, nº 227,
Aterrado - Volta Redonda - RJ - Tel: 24-3346.6546

LIVRARIA VEREDAS - PONTUAL SHOPPING
Rua 14, nº 350 - 2º piso,
Vila Santa Cecília - Volta Redonda - RJ
Tel: 24-3342.1977 - 3348.3131


ou diretamente com o autor:
lourildo_2006@yahoo.com.br


Preço por unidade: R$20,00

domingo, 17 de maio de 2009


TELEVISÃO: FÁBRICA DE BLASFÊMIAS E VIOLÊNCIA.

Lourildo Costa

A Televisão é fruto do conjunto de conhecimentos de telecomunicação, cujo princípio é a transmissão momentânea de imagem e som, gerados ao vivo ou gravados, mediante ondas eletromagnéticas ou transmissão a cabo. É, também, um dos veículos de comunicação de massa, que faz uso da técnica psicológica, a serviço da sociedade de consumo. Ela tem a possibilidade de mobilizar uma nação, modificar o comportamento das pessoas, dar aparência ou forjar as opiniões, os conhecimentos e os costumes.

A televisão nos rodeia a todo instante. É capaz de amoldar nossas opiniões políticas, bem como nossos hábitos comerciais. Ela poderá abalar, com facilidade, de maneira profunda, o nosso cotidiano. Abruptamente, se intromete em nossas vidas, tomando o lugar de outras prioridades que deveríamos estar pensando. Onde deveria existir alguma outra coisa, a televisão chega e preenche todo o espaço. Quase não fazemos uso de outros meios de comunicação de massa, tais como: jornais, revistas, livros e rádio; simplesmente, os substituímos pela televisão.

Costumo afirmar que, a televisão, representa o 4º poder, em nosso país. Tomemos como exemplo, uma poderosa Rede de Televisão que suscitou do anonimato o ex-prefeito de Maceió, capital de Alagoas, e influenciou na escolha, através do escrutínio secreto, do então primeiro Presidente da Nova República, eleito pelo voto direto, por 35 milhões de pessoas. Estou falando do Sr. Fernando Collor de Mello. A mesma Rede de Televisão cooperou muito para tirá-lo do poder, e cassar os seus direitos políticos, através do "impeachement".

As pesquisas, com relação à influência da televisão sobre o comportamento violento, são contraditórias. Algumas dizem que a TV não é nociva. Outras, porém, afirmam que sim. Numa certa experiência, executada por americanos, concluiu-se que, grupos de crianças, entre 9 e 10 anos de idade, ficaram expostos, diariamente, a doses diferentes de violência televisada. Ao atingir a idade adulta, o grupo que mais ficou exposto à televisão, apresentou 150% mais ocorrências policiais que o grupo menos exposto. Durante os dois anos de duração da pesquisa, mais de 8.000 assassinatos foram assistidos, por aqueles meninos.

Uma das características do aparelho de televisão é, exatamente, atingir, de maneira profunda e notória, a vida interior de cada telespectador. Sem pedir licença, ele se intromete no cotidiano das pessoas, e toma o lugar de outras coisas, tornando-se algo de maior importância. Ficar longas horas diárias vendo televisão pode representar um ato de fuga ainda mais sério – fuga de Deus. Os anúncios coloridos, postos em propagação na tela, são uma poderosa fonte de renda. Através da propaganda produzida por especialistas em “marketing”, é mobilizada uma ação aqui, é mudada a forma de um comportamento acolá. Agências de Propaganda, suntuosamente, elaboram classificados, numa busca cega por motivos que despertem o desejo nos espectadores de televisão; excitando-os para o consumo desenfreado e criando-lhes necessidades banais, fazendo gerar grandes impulsos capazes de levá-los a um modo diferente de procedimento. As mensagens são, inteligentemente, dosadas com altas cargas de impacto, com a finalidade principal de impressionar o consciente.

Devemos atentar-nos que, na publicidade, há evidente segunda intenção de estimular a concentração da coletividade para uma determinada produção, motivo pelo qual ela é tornada a mais fascinante possível. Atingido esse objetivo, o passo seguinte é criar, no espectador, o desejo ardente de ser o possuidor do produto em questão; induzindo-o, assim, a adquiri-lo, tornando-o um comprador em potencial. A atenção do público é cativada, através de lindos e multicoloridos cenários, sendo apresentados por belas mulheres, as quais, ao ressaltarem a necessidade de se adquirir tal produto, estimulam o interesse exacerbado por ele. Ao fazer uma demonstração prática do que estão anunciando, é criado na mente do espectador um desejo profundo em adquiri-lo, levando-o, desta maneira, à ação de comprá-lo. Objetivo alcançado!

O visual sempre é muito impressionante, despertador do apetite, da vontade de comprar e de ser dono do mundo. É exatamente por causa do planejamento muito bem elaborado da propaganda, na televisão, que acabamos estimulados pela necessidade de comprar coisas geralmente inúteis e supérfluas. Seus programas são cuidadosamente bem elaborados, com a finalidade de excitar os desejos. Os caros comerciais são destinados a fazer os telespectadores querer tudo o que vêem. Fazendo uso de uma linguagem básica, isto é, a linguagem da visão e dos desejos. Os produtos são enfileirados em nossas mentes como desejáveis e necessários. Quando, mais tarde, saímos para as compras, é mais prático que façamos a escolha por algo que já estejamos familiarizados e que possua essas associações desejáveis.

Satanás, já tendo conhecimento disso tudo, tem sabido fazer uso da televisão, diuturnamente, a fim de semear a violência e a desintegração da sociedade. Enquanto isso, alguns pastores tentam impedir o acesso à televisão dizendo ser um instrumento do diabo, e não ocupam o espaço que deveriam para anunciar o Evangelho a todo o mundo, por todos os meios. As pessoas são condicionadas pelo que vêem e passam a ter os mesmos desejos e as mesmas maneiras de procedimento, as mesmas aspirações de posse. Quão maravilhoso veículo de comunicação de massa seria a televisão se todos nós ocupássemos os espaços possíveis ao nosso dispor!

Devido à gravidade do problema, o certo é que associações de pais e mestres, psicólogos, ministros evangélicos, autoridades governamentais, enfim, muito se têm admoestado sobre a questão em foco e algumas teses estão sendo defendidas, repletas de dados e fatos sobre o assunto em pauta.

A televisão tem a faculdade de encaminhar, de maneira artificiosa, para o mal ou para o erro, como também pode entreter, a fim de que não se venha a preencher o tempo com coisas em que se deveria estar aplicando a nossa atenção. O que as pessoas vêem na televisão as excitam, estimulando-lhes estados mentais e sentimentos, afetando o pensamento e o comportamento. Quando ficamos parados à sua frente, estáticos e impassíveis, ela nos priva de coisas que deveríamos estar realizando. Isso pode significar uma ação de fuga dos problemas hodiernos e, o que ainda é pior, estar-se fugindo da presença de Deus. O conteúdo da televisão poderá contribuir para que haja mudança de nossos valores e de nossas crenças. Os padrões de moralidade cristã, principalmente os relacionados ao sexo e à vida familiar, estão sendo relegados ao segundo plano, pela sociedade moderna. Nas escolas, nos órgãos governamentais, nas ciências sociais, nos entretenimentos, na cultura geral, os “modus vivendis” cristãos estão sendo ameaçados pela homogeneização dos costumes, o que enfraquece todas as crenças e valores. A visão de mundo transmitida pela televisão é uma visão ausente de Deus. Ignora a vida enraizada em Deus, pois os modelos que nos são apresentados são de homens e mulheres sem Deus, auto-suficientes e centro das atenções. A televisão é agnóstica, isto é, só admite os conhecimentos adquiridos pela razão e evita qualquer conclusão não demonstrada.

Ver televisão demasiadamente subtrai tempo de outras atividades que agregam para o crescimento intelectual. Em se tratando de crianças, pior ainda, pois os efeitos diretos sobre suas mentes, impedem-lhes o desenvolvimento de hábitos mentais de que tanto elas necessitam, a fim de se desenvolverem e tornar-se cidadãos úteis, responsáveis e verdadeiros servos de Deus.

Não é necessário que eliminemos a televisão de nossas vidas. Longe disso! Mas precisamos acertar seu equilíbrio, precisamos ser mordomos do nosso tempo e usá-la de maneira mais prudente.

“A VIAGEM” - UM ACINTE AO DEUS ETERNO.

Vejamos um outro exemplo, sombrio, nocivo, cheio de pitadas satânicas e que foi publicado no Jornal “O Globo”, na edição do dia 20/09/94, na página 10 do “Segundo Caderno”: - “O personagem Dinah (Christiane Torloni) rejeita a idéia de estar morta e no céu da novela A VIAGEM. Recebida por Carlota (Mylla Christye), ela acha que está num manicômio e não pára de perguntar pelo portão de saída e de pedir seu telefone celular para falar com a família”.

O personagem dessa novela, “A VIAGEM”, desaprovou a existência real do céu. Particularmente, a intérprete dessa cena dantesca parece pensar da mesma forma, que a figura dramática por ela encarnada na novela, pois, afirmou, de maneira categórica, em sua opinião fornecida ao entrevistador do mesmo Jornal: -”A minha concepção de céu é mais helênica”, isto é, ao que parece, é para “grego” acreditar”. E complementou, na entrevista dada ao Jornal “O Globo”: - “O céu da igreja é um pouco careta. Para os gregos é mais animado. Tem vinho, tem festa... Chega lá encontra logo Baco de cara ”.

E o que disse o Diretor dessa novela? Onde foi buscar inspiração para escrever sua obra literária? Ele também expressou sua opinião em comentário divulgado na mesma página do referido Jornal: - “Admito que o contato com a literatura Kardecista tem influído em minha vida”.

Pois bem, amigos leitores, é esse o modelo de deformatório moral e espiritual que, infelizmente, tem invadido a maioria dos lares brasileiros, através da televisão. E muitos evangélicos perdem horas preciosas do seu tampo ficando em frente de novelas de semelhante teor, escritas e dirigidas por espíritas e pessoas influenciadas por pensamentos ateus. Um acinte de blasfêmias faz parte da composição da maioria das novelas da Rede Globo, com a finalidade precípua de desmerecer o sacrifício vivo de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que, ressuscitado, foi para o céu a fim de preparar um lugar para todos quantos o receberem: - “Não fiquem tristes e preocupados. Confiem em Deus e confiem também em mim. Na casa de meu Pai há bastantes cômodos, e eu vou preparar um lugar para vocês. Se não fosse assim, eu já os teria dito. E, depois que eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que vocês estejam onde eu estiver”. – João, capítulo 14, versos 1 a 3.

O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, disse o seguinte, ao escrever a Carta II Timóteo, Capítulo 4, versos 3, 4,: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”.

O mesmo Paulo expressou-se a respeito dos dias difíceis que sobreviriam sobre a Igreja, por conseqüência do egoísmo, da mesquinhez, da arrogância, da blasfêmia, da desobediência, da ingratidão e da irreverência a Deus. Graças à utilização dos meios de comunicação de massa, grandes redes de televisão têm escolarizado seus espectadores nos preparativos do governo do anti-Cristo, difundindo suas doutrinas de demônios.

Tenham bastante cautela, amigos leitores, não troquem, jamais, as belas promessas de Jesus pela quimera da Tv-mania!

Segundo escreveu São João, no livro de Apocalipse, podemos notar as sete bem-aventuranças daqueles que gozarão - no céu - da felicidade eterna. Vejamos:

1. Bem aventurados aqueles que lêem, ouvem e obedecem às cousas escritas nas Palavras da profecia”. - Apocalipse 1. 3.

2. “Felizes os que morrem no serviço do Senhor!” - Apocalipse 14.13.

3. “Feliz aquele que vigia e toma conta da sua roupa” - isto é, aquele que conserva puro o seu andar, santificando-se para o encontro com o Senhor - Apocalipse 16.15.

4. “Felizes os que foram convidados para a festa de casamento do Cordeiro”. - Apocalipse 19.9.

5. “Felizes e abençoados serão os que foram incluídos na primeira ressurreição, pois a segunda morte não tem poder sobre eles”. - Apocalipse 20. 6.

6. “Felizes os que obedecem às palavras deste livro”. - Apocalipse 22.7.

7. “Felizes os que lavam as suas roupas no sangue do Cordeiro, para poderem entrar pelos portões da cidade”. - Apocalipse 22. 14.

O além, do qual nos fala o personagem Dinah, da novela “A VIAGEM”, certamente, não é o mesmo céu a que se refere a Bíblia Sagrada, que afirma ser o lugar onde os santos e salvos em Cristo Jesus irão habitar, por toda a eternidade. Lá, “haveremos de herdar as bênçãos que Deus tem preparado para o seu povo e também herdaremos com Cristo o que Deus tem guardado para Ele”. – Romanos, capítulo 8, verso 17.

“Porque aqueles que Deus já havia escolhido, Ele também separou para se tornarem como o seu filho”. – Romanos, capítulo 8, verso 29. Aleluia!

Algo parecido com hospitais de indivíduos doidos, alienados da vida, da sociedade, conforme a novela “A Viagem” transluziu ser o céu da Bíblia, lugar onde os seus habitantes não encontram o portão de saída e, aflitos, procuram o telefone celular para se comunicarem com os seus familiares, aqui na terra, acertadamente, não pode ser, e jamais terá algo semelhante com o céu que Jesus foi-nos preparar. O céu, da novela “A VIAGEM”, parece-se mais com uma descrição infernal, lugar preparado para o diabo e seus anjos, bem como todos aqueles que blasfemam, insolentemente, de Deus, vivendo uma vida arregalada e materialista. Na Palavra de Deus, existe um exemplo desse tipo de gente. Vejamos: - “Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e sempre dava grandes festas. Havia também um homem pobre e cheio de feridas, chamado Lázaro, que costumavam deixar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. E até os cachorros viam lamberem as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi enterrado. Ele sofria muito no mundo dos mortos. Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao seu lado. Então gritou: “Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!” - Mas Abraão respondeu: “Meu filho, lembre-se de que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém, Lázaro, só recebeu o que era mau. E agora ele está aqui gozando tudo isto, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá”. - “Nesse caso, Pai Abraão ”.- disse o rico - “peço que mande Lázaro até à casa de meu pai porque tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento”. - Mas Abraão respondeu: “Os seus irmãos têm Moisés e os profetas para avisá-los. Que os escutem!” - “Isso não basta, Pai Abraão”- respondeu o rico. “Mas, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí se arrependerão dos seus pecados”. - E Abraão respondeu: “Se eles não ouvirem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite. ””

Ao contrário de tudo o que afirmou o autor da novela “A VIAGEM”, no céu que a Bíblia fala-nos, “os portões da cidade estarão sempre abertos, o dia inteiro. Não se fecharão, porque ali não haverá noite”. – Apocalipse, capítulo 21, verso 25. Cristo - o nosso Sol da Justiça - Ele mesmo iluminará toda a cidade. Aleluia!


SARA: SUA FORÇA MUDOU O CURSO DA HISTÓRIA HUMANA

Lourildo Costa

(Gênesis 17:15) – “Disse Deus mais a Abraão: A Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome”. Sara, segundo a origem do original hebraico, significa princesa, soberana.

(Gênesis 17:19) – “E disse Deus: Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.

Em minhas caminhadas matinais, costumo realizar uma comunicação intrapessoal, isto é, exercito o exame dos meus próprios pensamentos e sentimentos, enquanto caminho. Num desses passeios a pé, surgiu-me a idéia de escrever um livro que abrangesse o tema relacionado à força que a mulher exerce sobre o homem. Sua força é de tal envergadura, que é capaz de mudar todo o curso da História da humanidade. Como exemplo do que falo neste momento, destaquei para a edição deste periódico, o segundo capítulo do livro, ainda em fase de montagem. Como o mês de maio é tempo de flores e alegrias, mês das noivas e das mulheres, especialmente das mamães, no segundo domingo, desejei homenagear todas as mulheres, leitoras deste jornal, com o presente artigo.

Sabemos que Sara foi a esposa amada de Abraão. Foi ela uma das mulheres do mundo antigo, que deu um novo impulso à história dos seres humanos.

O nome Sara, segundo o vernáculo hebraico, significa princesa. Das mulheres do Antigo Testamento, era uma das mais distintas e das mais lindas. Os escritores do mundo antigo afirmam que Sara foi uma das quatro mulheres mais bonitas que o mundo já conheceu.[1] Não há homem que não pare para contemplar beleza tão singular! Mesmo já adiantada em idade, não se entende como permanecera bonita, a ponto de exercer o poder de atrair chefes do governo egípcio, nação para onde desceu Abraão, fugindo da fome que assolava parte do mundo antigo. Ao ver-se cercado por indivíduos estranhos à sua parentela, criaturas, sexualmente insaciáveis, homens que flertavam com outras mulheres em público, fazendo prevalecer a força, em detrimento da justiça, Abraão concluiu, rapidamente, onde se foi meter e temeu por sua vida, achando que o rei não hesitaria em matá-lo, por causa da beleza de sua mulher. Ao chegarem à terra do Egito, Abraão solicitou à sua mulher que se identificasse como se fosse sua irmã carnal; o que não era de todo uma mentira, pois Sara era meio-irmã de seu esposo, por parte de pai, conforme nos declara o autor do livro de Gênesis: “E, na verdade, é ela também minha irmã, filha de meu pai, mas não filha da minha mãe; e veio a ser minha mulher”.[2] Sara reuniu forças para resistir às atenções amorosas do Faraó egípcio que, por sua causa, veio a se enfermar, entrando em estado de grande desalento moral e físico. Só assim, o rei pôde perceber que aquela linda mulher não lhe pertencia; e que deveria deixá-la seguir com o seu esposo Abraão. No momento de delicadeza de compleição, Sara esteve ao lado de seu marido. Ele não tinha sua esposa, simplesmente, como um objeto para satisfação de seus desejos, cujo propósito fosse, meramente, o despertar de uma atração física, tendo em vista a sua enorme beleza. Mesmo tendo conhecimento que Sara era dotada de uma beleza sem par, Abraão não a enxergava com os olhos que a maioria dos homens vêem as mulheres. Ele “precisava explicar aos egípcios, que viam as mulheres como objetos de uso pessoal, como deveria ser o relacionamento correto entre os sexos”.[3] Sua veneração e seu anelo por Sara não tiveram início somente na aparência física ou exterior, mas Abraão sentiu-se cativo pela beleza d’alma, a ponto de pedir para que declarasse que tal admiração assemelhava-se ao amor existente entre irmãos. Sara foi a mulher que deu o caráter de continuidade da primeira mãe de todo ser vivente, Eva. Foi ela quem mais se aproximou da magnificência da mulher de Adão. A princípio, chamou-se Sarai, tendo o sentido de “princesa de uma nação”. Por causa de sua grandiosidade, Deus mudou-lhe o nome para Sara, que denota o sentido de “a princesa de todas as nações”. Dois mil anos depois da formação da mãe dos povos, Sara deu seqüência ordenada e ininterrupta ao decurso do tempo que teve início em Eva. Estava posto o novo sustentáculo da humanidade. Ela foi o alicerce da nação de Israel. Todo o povo judeu tem sua ascendência em Sara. Como o modelo de Eva, ela foi a mãe de todos os seres viventes, que precedem a toda a civilização humana. E foi por isso que Abraão amou-a de verdade, e em Hebrom, na terra de Canaã, lamentou, amargamente, sua morte. Não é de se estanhar que Abraão tenha chorado, copiosamente, por essa mulher digna de ser amada. Abraão chorou muito por ela.

Paulo escreveu que Abraão não desanimou na fé, mesmo tendo seu corpo já entorpecido pelo avançar da idade, “pois era já de quase cem anos”; nem tampouco atentou, também, para o ventre enfraquecido de sua mulher, Sara. Ela daria a Abraão o filho tão ardentemente anelado por eles. Depois que recebera a cura de sua esterilidade, o nascimento do primeiro e único filho seria a maior de todas as bênçãos já recebidas de Deus. O fruto de seu ventre se multiplicaria em grandes nações que povoariam toda a terra. Do tronco da princesinha de Canaã proviriam todos os ramos de uma linhagem real, até que dela viesse o Rei dos reis como o seu mais notável descendente. A priori, Sara pareceu não acreditar muito naquela possibilidade. Diz a Bíblia que ela emitiu um sorriso que demonstrou um espírito cheio de dúvida. Achara, talvez, impossível dar a luz a um novo ser, pois, há muito tempo, já havia ultrapassado a barreira da terceira idade. Consentiu que seu marido tivesse um filho com sua escrava, Hagar, cedendo-a a Abraão, para que concebesse dele, como se fosse fruto do seu próprio ventre. Abraão tinha oitenta e seis anos de idade, quando lhe nasceu Ismael, filho da escrava de Sara. Dessa união ilícita nasceu Ismael, filho de Abraão, e não de Sara. Ambos demonstraram pouca paciência para aguardarem, em paz, o cumprimento da promessa, de acordo com o tempo de Deus. A constância e a firmeza devem fazer parte do dia-a-dia de todo o cristão. De repente, talvez, tenha faltado a Sara resistência para submeter-se às pressões do cotidiano sem titubeações. Ser paciente é saber esperar em Deus, conforme escreveu o apóstolo São Paulo aos romanos: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança, e a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”.[4] O casal apressou-se em colocar no mundo um filho que pudesse dar continuidade à propagação de seus nobres ideais, a fim de livrar o seu povo da escravidão e do sofrimento. Era mister que o casal permanecesse na expectativa de aguardar o tempo certo de Deus. Sara sentiu-se uma senhora de idade já bastante avançada, e o milagre divino pareceu-lhe tardio e sem solução. A mulher de Abraão não precisava acelerar os acontecimentos. Hagar não seria a mulher modelo sonhado, e Ismael, certamente, haveria de tomar o mal sentido na vida. Ismael era o produto de um ato ilícito e incompleto. Toda vez que o homem procura dar uma mãozinha para Deus e apressar os acontecimentos, atinge-se algo imperfeito, bem distante de tudo aquilo que se pretendia. Tal precipitação poderá tornar-se algo nocivo, para o resto da vida. Quando Deus apareceu a Abraão e confirmou-lhe que sua esposa, Sara, teria um filho que se chamaria Isaque, Abraão estava com os seus noventa e nove anos de vida. Quatorze anos depois do nascimento de Ismael, Deus confirma a sua promessa; pois “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria Ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” [5] De Sara, nasceu Isaque, o filho da promessa. Da posteridade de Isaque haveria de nascer dois reis, que haveriam de submeter, pela guerra, toda a extensão territorial de Canaã. Agora Sara teve motivo suficiente para desabrochar um largo sorriso, fruto de uma aberta alegria. Não há, no mundo, coisa mais gratificante e mais agradável ao espírito, do que o sorriso de uma mulher. Salomão escreveu que “é melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira, em casa ampla, uma mulher briguenta”.[6] E o Senhor Deus provou para Sara, que para Ele não existe impossível. Por causa dessa atitude impensada de Sara, talvez, movida por um momento de forte emoção, a história da raça humana teve o seu curso totalmente mudado, diferente daquele que Deus planejara, a princípio. As desavenças começaram a existir naquele lar que tinha Abraão como o cabeça. Pai de dois filhos, de mães diferentes, sentia-se impotente para evitar tanta discórdia. Chegou a ponto de Sara dizer a Abraão: “Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho”.[7] Sara julgava que Ismael não seria companhia ideal para o seu filho Isaque, pois Hagar era de origem egípcia, e por isso trouxera consigo, grande carga de conceitos pagãos que, certamente, foram transferidos ao seu filho, meio-irmão de Isaque. É certo que Abraão sentiu-se melindrado, diante de tal situação. Como atender o pedido de sua esposa amada, sendo que nas veias de Ismael corria seu próprio sangue? De modo indubitável, não poderia entender o extremismo daquela atitude. Colocar no olho da rua o seu filho primogênito, seria pedir-lhe demais. Logo Sara, sua esposa mui benévola, fazer uma exigência tão cruel quanto aquela!? Abraão sentiu-se envolvido por um pavor repentino. Foi buscar uma resposta em Deus. O Altíssimo respondeu-lhe, advertindo-o de que não fizesse mal juízo de Sara: “Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos, acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque, em Isaque, será chamada a tua descendência”.[8] Era Sara quem deveria dar solução a tal impasse. Como mulher, deveria ser a causa decisiva da permanência da harmonia em seu lar. Abraão não estava em condições psicológicas de tomar decisões, pois era pai dos dois meninos. Além do mais, a mulher foi dotada de uma inteligência que lhe é peculiar e que lhe permite visualizar as situações mais confusas, criadas pela realidade da vida. Naquele momento decisivo para Abraão, somente Sara encontrava-se em condições de proceder com autoridade e firmeza de propósitos. Mulher prendada, de qualidades não mensuráveis, esteve sempre ao lado de seu marido, a fim de atender a incumbência de Deus para que fossem para um lugar, totalmente desconhecido. A Abraão, coube-lhe, apenas, a decisão de seguir os conselhos de sua esposa. Para que isso pudesse ocorrer, Abraão deu ouvidos a uma exigência veemente, a ponto de convencer-lhe a abandonar o seu próprio filho, somente provindo de uma mulher, com um juízo de verdade, que não pudesse sofrer contestação alguma. Mulher de temperamento forte, a motricidade fazia parte integrante de seu ser. Ainda que de maneira não muito positiva, Sara pôde mudar o curso da nossa História. Até o presente momento, contemplamos os descendentes de Ismael e de Isaque se digladiando, lá pelas bandas do Oriente. Por que Sara resolveu expulsar Hagar e seu filho de seu lar, com o mesmo vigor, com o qual havia persuadido Abraão a contrair união íntima com a escrava? Ao exigir a expulsão de Ismael e sua mãe, da família de Abraão, Sara já estava visualizando a providência divina, a fim de que seu povo fosse, realmente, uma nação mui especial para Deus. Além do mais, a serva de Sara, com arrogância, a havia enfrentado, não reconhecendo o seu lugar de criada, naquela família. E Abraão “possuiu a Hagar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos”. [9] A escrava vangloriava-se, pelo fato de ter-se engravidado do seu senhor, logo na primeira noite, sendo que Sara, há cinqüenta anos, tentando ter um filho, não obtivera sucesso em seu intento. Esse foi o principal motivo do maltrato de Sara a Hagar, sua escrava, que se viu obrigada a tomar uma decisão tão drástica. Ela, apenas, fez salientar sua posição de esposa legítima e de rainha do lar. Sara não a feriu fisicamente, mas falou-lhe de maneira enérgica, dizendo que seu descendente não herdaria, juntamente, com os indivíduos que se constituíam da descendência da raiz de Abraão.

Pedro disse que Sara era o modelo de esposa que estava submissa ao seu marido, pois o respeitava sobremaneira, chamando-o de senhor. Como companheira, deixou familiares e seguiu a Abraão, a fim de dar crédito ao chamado de Deus a um lugar totalmente desconhecido por ambos.

Sara foi uma mulher que, com sua força, com sua energia moral, com seu impulso feminino, com sua influência sobre o marido, com sua intensidade e seu valor, mudou todo o curso da História humana.


[1] Talmude, Meguilá, 15a.

[2] Livro de Gênesis, capítulo 20, verso 12.

[3] Rabino Aviner, Shelomo. Mulheres da Bíblia, pág. 44.

[4] Romanos, capítulo 5, versos 3 a 5.

[5] Livro de Números, capítulo 23, verso 19.

[6] Livro de Provérbios, capítulo 21, verso 9.

[7] Livro de Gênesis, capítulo 21, verso 10.

[8] Livro de Gênesis, capítulo 21, verso 12.

[9] Livro de Gênesis, capítulo 16, verso 4.


REMEMORAÇÕES DE TABAJARA

Lourildo Costa

Não foi sonho. Foi realidade. O índio Tabajara veio ver de perto a região outrora habitada por seus ancestrais, hoje, transformada em cidade grande, invadida pelo homem branco e mundialmente conhecida como a “Cidade do Aço”. Espraiada longitudinalmente às margens do velho “Parahyba”; nome dado ao rio que corta a cidade, em homenagem ao povo indígena extinto que habitava a margem esquerda do rio Paraíba do Sul.

Tabajara chegara do município de Amarante, do Maranhão, terra onde ainda vive um pequeno fragmento de sua tribo. Passou a rememorar o rosto lindo de sua amada, o pescoço formoso enfeitado de colares, no meio de duas tranças.

Como no cântico de Salomão, Tabajara rememorava o dia em que, pela primeira vez, vira a índia Jurema de cócoras sobre a jangada que serpenteava sobre as águas caudalosas do Paraíba.

- “Como você era bela, minha querida! Como você era linda! Como seus olhos brilhavam de amor!”

Tabajara rememorava aqueles olhos de graúna que se derramavam num fulgor azulado sobre as paisagens. Aquele primeiro aceno, aquele primeiro olhar sob a deliciosa frescura da oiticica. Fazia um sol fino, cuja luz brilhava sobre a pele vermelha e corria em fio entre os negros cabelos da índia Jurema.

Tabajara sentia tão presente aquelas doces recordações do passado, que a impressão mais forte era de que Jurema ainda vivia e estava ali, confundindo-lhe a visão.

-“como era agradável a sua presença! Você era tão graciosa como uma palmeira!”

Tudo isso não era apenas um sonho. Parecia realidade. Tabajara rememorava os nativos de sua tribo, que outrora vieram para o Sul a fim de habitarem os campos e vales cortados pelo velho e relho Paraíba. Sua raça fora exalada pelos desbravadores de etnia branca e tornada estrangeira em seu próprio torrão natal.

Do alto do Laranjal, Tabajara mirava um olhar por toda a extensão da siderúrgica – fábrica de aço do homem branco – e rememorava sua infância misturada ao cheiro quente e gostoso do aipim.

Tabajara rememorava o medo terrível que tinha dos caaporas, que seus ancestrais afirmavam ser os maus espíritos da floresta. Vinha-lhe à mente o pio triste do noitibó e o grande alarido que faziam os habitantes da tribo curumim em dias festivos.

Não foi sonho. Foi aqui, no coração de aço do Brasil, que Tabajara encontrara, pela primeira vez, sua amada Jurema que não mais existia. Os homens brancos expulsaram os índios do seu habitat natural e a maioria da tribo ficou escasseada pelo progresso do mundo moderno da civilização.

Tabajara rememorava: O pajé havia dito que o dia ficaria triste e o canto noturno das inhumas seria substituído pelo grito estridente da usina siderúrgica.

Tabajara rememorava os galos cacarejando e desejou descansar sua cabeça que pendia pesada e confusa. Tudo o que rememorava dos tempos passados, apenas trazia de volta à lembrança o doce sorriso de sua amada dos lábios de mel.

Não foi sonho. Os homens brancos eram como os fortes jatobás da floresta: invadiam todos os espaços possíveis e tomavam conta das terras indígenas.

A usina siderúrgica apitava uma sirena que podia ser ouvida pelos quatro cantos da cidade, parecendo imitar o canto da jandaia sobre o coqueiro.

Tabajara ergueu os olhos lacrimejantes, enquanto rememorava: -“Minha querida, todos os meus companheiros desejariam ouvi-la neste momento. Eu também desejaria ouvir sua meiga voz no jardim.”

Tudo se passa sobre a Terra!

sábado, 16 de maio de 2009

O PAPA



O GOVERNO PAPAL E A VERDADE CRISTÃ

INTRODUÇÃO:
A Igreja Católica Apostólica Romana é uma religião, dita do ramo cristão, que ainda influencia grande parte do Globo Terrestre. Nesta matéria jornalística, iremos descrever, em poucas palavras, acerca da Tradição Católica que é contrária às Escrituras Sagradas, cujo catolicismo insiste mantê-la intacta. Nós, evangélicos, não abrimos mão da verdade bíblica, a fim de não sacrificar o cristianismo autêntico. Queremos ratificar aos amigos católicos que nós os amamos com bastante afinco, porém, ainda assim, não podemos invalidar as mensagens de vida eterna contidas na Palavra de Deus e que nos levam à vida eterna. O Grande Reformador Martinho Lutero afirmou que toda união que vier sacrificar a verdade, tornar-se-á maldita. As divergências existentes entre o catolicismo romano e a Bíblia Sagrada, são deveras acentuadas. Este é o assunto que trataremos nesta matéria.
1- QUAL É A VERDADEIRA FONTE DE AUTORIDADE?
A doutrina católica não aceita a Bíblia Sagrada como expressão perfeita da revelação da vontade divina, por isso, procura complementá-la com seus ensinos baseados na Tradição Católica. Acreditam que a Tradição tem o mesmo valor, em relação às verdades contidas na Palavra de Deus. Pregam que a Tradição é a mesma palavra, só que transmitida de viva voz, através dos séculos, por intermédio dos líderes da Igreja. Os católicos respeitam mais os decretos dos concílios, os escritos papais, os atos da Santa Sé, do que a própria Sagrada Escritura. É lógico que os bons costumes e a tradição salutar devem ser preservados por todos nós, mas não podemos aceitar uma tradição que vêm de encontro com os preceitos das Sagradas Escrituras. O apóstolo São Pedro escreveu o seguinte: “Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata” – (I Pedro, capítulo 1º, verso 18). Vejamos o que disse Jesus para os religiosos e mestres da Lei, acerca da tradição, no livro de São Mateus, capítulo 15, versos 2 a 6: “- Por que é que os seus discípulos comem sem lavar as mãos, desobedecendo assim os ensinamentos que recebemos dos antigos”? – Perguntaram-lhe. Jesus respondeu: - E por que é que vocês desobedecem ao mandamento de Deus e seguem os seus próprios ensinamentos? Pois Deus disse: “Respeite o seu pai e a sua mãe!” E disse também: “Que seja morto aquele que amaldiçoar o seu pai ou a sua mãe.” Mas vocês ensinam que, se alguém tem alguma coisa que poderia usar para ajudar os seus pais, em sinal de respeito, mas diz: “Eu dediquei isso a Deus”, então não precisa ajudar os seus pais. Assim vocês desprezam a mensagem de Deus para seguir os seus próprios ensinamentos!”“ O apóstolo São Paulo também combateu a tradição, por contradizer a Bíblia Sagrada: “Mas, se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado!” – (Gálatas, capítulo 1º, verso 8). É por isso que a Igreja Católica, desde o Concílio de Tolosa de 1.222, tem desaconselhado a leitura bíblica pelos católicos leigos, dando maior ênfase à tradição. Jesus combateu, com veemência, a tradição religiosa: “A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus. Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos. Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado o mandamento de Deus, para seguir os seus próprios mandamentos!” – (São Marcos, capítulo 7, versos 7 a 9). Se todos os católicos começarem a ler e meditar no que diz a Bíblia Sagrada, a redução do número de adeptos do rebanho católico tenderá a aumentar. Se hoje a Igreja Católica está perdendo cerca de dois milhões de adeptos anualmente, e se todos chegarem ao conhecimento da verdade contida na Bíblia, seus templos ficarão vazios, pois a verdade liberta as pessoas do engano. Nós cremos que a Bíblia é suficiente como nossa regra básica de fé. Cremos que ela é a Palavra revelada de Deus aos homens, nossa regra de conduta para uma vida salutar em Cristo, conforme expressou o apóstolo São Paulo em sua Carta 2 Timóteo, capítulo 3, versos 16 e 17: “Pois toda Escritura Sagrada é inspirada por Deus e útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. E isso para que o servo de Deus esteja completamente preparado e pronto para fazer todo tipo de boas ações”. A Tradição jamais haverá de superar a grandiosidade da Sagrada Escritura: “Eu, João, aviso solenemente aos que ouvem as palavras proféticas deste livro: Se alguma pessoa acrescentar a elas alguma coisa, Deus acrescentará ao castigo dela as pragas descritas neste Livro. E, se alguma pessoa tirar alguma coisa das palavras proféticas deste livro, Deus tirará dela as bênçãos descritas neste Livro, isto é, a sua parte da fruta da Árvore da Vida e também a sua parte da Cidade Santa” – (Apocalipse, capítulo 22, versos 18 e 19).
2- O CULTO CATÓLICO:
Todo o aparato que verificamos no culto católico, todo aquele ritual empregado em suas reuniões, é característico do puro paganismo. A doutrina católica ensina que o Sacrifício da Missa é algo semelhante ao Sacrifício de Cristo na Cruz do Calvário. A diferença é que, o Sacrifício da Missa repete-se todos os dias a mesma coisa. Mas o Sacrifício de Cristo foi algo único e suficiente para nos propiciar o perdão dos nossos pecados, conforme Hebreus, capítulo 9, versos 24 a 27: “Cristo não entrou num lugar santo feito por seres humanos, que é a cópia do verdadeiro lugar. Ele entrou no próprio céu onde agora aparece na presença de Deus para pedir em nosso favor. O grande Sacerdote entra, todos os anos, no Lugar Santíssimo, levando consigo sangue de um animal. Porém Cristo não entrou para se oferecer muitas vezes. Se fosse assim, Ele teria de sofrer muitas vezes desde a criação do mundo. Pelo contrário, uma vez por todas Ele apareceu agora, quando os tempos estão chegando ao fim, para tirar os pecados por meio do sacrifício de si mesmo. Cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus”. Diferente do culto católico, o culto evangélico é simples, pois procura seguir os ditames bíblicos: “Portanto, meus irmãos, o que é que deve ser feito? Quando vocês se reúnem na igreja, um irmão tem um hino para cantar; outro, alguma coisa para ensinar; outro, uma revelação de Deus; outro, uma mensagem em línguas estranhas; e ainda outro, a interpretação dessa mensagem. Que tudo seja feito para o crescimento espiritual da igreja” – (I Coríntios, capítulo 14, verso 26).
3- O CRESCIMENTO ASSUSTADOR:
A revoada dos devotos católicos para as igrejas protestantes, tem sido motivo de grande preocupação para o clero romano; daí o motivo da visita do papa Bento XVI em nosso país, nos dias 9 a 13 de maio deste ano. Já fizeram de quase tudo para, pelo menos, tentar reduzir a evasão de seus fiéis para os quadros de membros das igrejas evangélicas. Criaram estratégia de “marketing”, através da Rede Vida de TV; organizaram as Comunidades de Base como opção pela classe desprivilegiada deste país; fundaram a Teologia da Libertação; implantaram o catolicismo carismático... Nada disso foi suficiente para colocar uma pausa no êxodo de suas ovelhas para o redil evangélico. O segredo do crescimento da população evangélica está fundamentado na Bíblia Sagrada, nosso manual de vida cristã. Crescemos e expandimos porque nos deixamos ser orientados pela Pessoa Maravilhosa do Espírito Santo, mesmo sob fortes perseguições do clero romano. Quem tem poder para convencer o coração humano é o Espírito Santo; é Ele quem converte e transforma a mais vil criatura deste mundo numa nova criatura, não o tradicionalismo religioso: “Quando o Auxiliador vier, Ele convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma idéia errada a respeito do pecado e do que é direito e justo e também do julgamento de Deus” – (São João, capítulo 16, verso 8).
4- O PAPADO E A BÍBLIA:
Não se discute que o papa é um chefe de Estado, mas, biblicamente falando, não existe fundamento para que possamos afirmar ser ele o sucessor de Pedro ou o vigário de Cristo aqui na Terra. Pedro foi martirizado, por causa de sua fé, em torno do ano 67a. D.. Para afirmarmos ter sido ele o primeiro papa e que governou durante 25 anos, conforme afirma a tradição católica, então existe um equívoco na História, pois, no ano 42a. D., provável período do seu governo papal, ainda, segundo a Bíblia, não havia acontecido o Concílio de Jerusalém, que, aliás, foi Tiago, e não Pedro, quem o presidiu, no ano 48a. D., de acordo com o que registra Atos dos Apóstolos, capítulo 15, versos 13 e 19: “Quando eles terminaram de falar, Tiago disse: - meus irmãos, escutem! (...) E Tiago continuou: - A minha opinião é esta: eu acho que não devemos atrapalhar os não-judeus que estão se convertendo a Deus.” A tradição diz que o papa é o Sumo Pontífice; a Bíblia afirma que Cristo é o nosso Sumo Pastor: “E, quando o Grande Pastor aparecer, vocês receberão a coroa gloriosa, que nunca perde o seu brilho” – (I Pedro, capítulo 5, verso 4). A tradição diz que o papa é a Ponte entre nós e Deus; A Bíblia afirma que Jesus é o Caminho: “Jesus respondeu: - Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim” – (São João, capítulo 14, verso 6). A tradição diz que o papa é o Vigário de Cristo na Terra; a Bíblia afirma que o Vigário de Cristo é o Espírito Santo: “Eu pedirei ao Pai, e Ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da Verdade, para ficar com vocês para sempre” – (São João, capítulo 14, verso 16). A tradição diz que o papa é o Chefe Visível da igreja; a Bíblia afirma que Jesus é o Chefe Invisível da Igreja. Um Cristo visível, sob a ótica humana, é um Cristo não verdadeiro: “Porque aparecerão falsos profetas e falsos messias, que farão milagres e maravilhas para enganar, se possível, até o povo escolhido de Deus” – (São Mateus, capítulo 24, verso 23). A tradição diz que o papa é infalível, portanto, alguém não passível ao erro. A Bíblia afirma que o único infalível é Jesus: “O céu e a Terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” – (São Mateus, capítulo 24, verso 35). A tradição diz que Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja Católica está edificada. A Bíblia afirma que Jesus é a Pedra Fundamental. O próprio Pedro confirmou o fato: “Cheguem perto dele, a Pedra Viva que os seres humanos rejeitaram como inútil, mas que Deus escolheu como de grande valor. (...) Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu escolhi uma pedra de muito valor, que agora ponho em Sião como a pedra principal do alicerce. Quem crer nela não ficará desiludido “” – (I Pedro, capítulo 2, versos 4 e 6).
5- A BÍBLIA CONDENA A MARIOLATRIA:
A Igreja Católica procura tributar à Maria títulos e honrarias que devem ser dirigidos, exclusivamente, a Jesus. O Evangelho é Cristocêntrico, isto é, Cristo é o núcleo de tudo, nosso mediador, nosso Consolador, nosso único e suficiente Salvador. A Bíblia afirma que ninguém pode servir a dois senhores ao mesmo tempo: “Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro” – (São Mateus, capítulo 6, verso 24). Só Jesus Cristo é o nosso Senhor: “Porém para nós existe somente um Deus, o Pai e Criador de todas as coisas, para quem nós vivemos. E existe somente um Senhor, que é Jesus Cristo, por meio de quem todas as coisas foram criadas e por meio de quem nós existimos” – (I Coríntios, capítulo 8, verso 6). Só Jesus pode ocupar a posição de Salvador da humanidade: “A salvação só pode ser conseguida por meio dele, pois não há no mundo inteiro nenhum outro que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos” – (Atos dos Apóstolos, capítulo 4, verso 12). Só Jesus é o nosso Mediador: “Pois existe um só Deus e uma só pessoa que une Deus com os seres humanos – o ser humano Cristo Jesus” – (I Timóteo, capítulo 2, verso 5). A tradição diz que Maria é Mãe de Deus; a Bíblia afirma que Maria é Mãe de Jesus: “O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo” – (São Mateus, capítulo 1º, verso 18). A tradição diz que Maria permaneceu virgem para sempre; a Bíblia afirma que Maria teve vários filhos, além de Jesus: “Por acaso Ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui? Por isso ficaram desiludidos com ele” – (São Marcos, capítulo 6, verso 3). A tradição diz que Maria foi concebida sem pecado; a Bíblia afirma que Maria nasceu sob o pecado: “Então Maria disse: - A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador” – (São Lucas, capítulo 1º, versos 46 e 47). A tradição diz que Maria subiu ao céu; a Bíblia afirma que Maria aguarda a Ressurreição, na vinda de Cristo: “Porque haverá o grito de comando, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do céu. Aqueles que morreram crentes em Cristo ressuscitarão primeiro” – (I Tessalonicenses, capítulo 4, verso 16).
6- A TRADIÇÃO E OS SACRAMENTOS:
Ainda segundo a Tradição Católica, os sacramentos são em total de sete; porém, dois deles são extremamente essenciais para a salvação da alma humana: o batismo em águas e a penitência. A tradição diz que ser batizado é absolutamente necessário para que a pessoa possa ser salva da condenação eterna. A Bíblia afirma que o batismo é uma ordenança de Cristo, não um sacramento. Ninguém é batizado para alcançar a salvação, mas somente os que já são salvos é que serão batizados nas águas: “Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” – (São Mateus, capítulo 28, verso 19). A tradição diz que a penitência serve para perdoar os pecados cometidos pela pessoa, após o batismo. A Bíblia afirma que devemos confessar os nossos pecados somente a Jesus, pois só Ele tem poder para perdoar pecados: “Porém, se vivermos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado. (...) Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, Ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: Ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade” – (I João, capítulo 1º, versos 7 e 9).
7- A IMENSA POMPA DO PAPA:
O atual papa Joseph Ratzinger, cognominado D. Bento XVI, aos poucos, vem tentando desvencilhar-se do “papacentrismo” que, ao longo dos séculos, sempre dominou a igreja, tendo o excesso de luxo como a marca registrada, desde que foi instituído o governo papal. Ainda assim, aparentando uma simplicidade como uma das características de sua personalidade, Bento XVI mantém um jeito sofisticado de se vestir. Bento XVI esforça-se para reconquistar os fiéis insatisfeitos com o catolicismo, pois a diminuição gradativa de seu rebanho, ao longo das décadas, tem sido motivo de grande preocupação para o Vaticano. Uma de suas táticas é procurar deixar de lado toda a pompa que abarca o reinado papal, no intuito de levar os católicos de retorno à Igreja. Segundo escreveu o inglês Avro Manhattan, em sua obra “The Vatican Billions”, a igreja Católica é uma instituição bilionária, sendo detentora de uma das mais formidáveis riquezas do Planeta Terra. São quase 2.000 anos de espantosa acumulação de riqueza e luxúria que torna o Vaticano no “pequeno” formidável império, que ainda hoje busca anelantemente pela manutenção do poder sobre os povos, além da grande influência política. Diferentemente do que registrou São Lucas, José foi da cidade de Nazaré para Belém da Judéia, levando Maria consigo, já com a gravidez em adiantado estado. Ao chegar a Belém, também chegou a hora do bebê nascer e Maria deu à luz o seu primogênito, enrolando-o em panos sobre uma manjedoura, porque não havia lugar para eles em nenhuma pensão da cidade. O profeta Jeremias já havia dito que Jesus apareceria sobre a Terra como uma plantinha que brota e cresce em terra seca. Menino tosco, não era bonito, muito menos simpático, não se via nenhuma beleza em seu rosto que chamasse a atenção de alguém ou que fosse agradável aos olhos de quem o mirasse. Ao contrário da pompa dos papas, Cristo levou uma vida terrena muito humilde. Ele não impressionava as multidões porque nunca viveu em meio à pompa. Seu nascimento ocorreu do modo mais simples que se possa imaginar; bem como sua criação, sendo oriundo de um lar cujo cabeça era um carpinteiro. Nada de admirável havia nele! Não era poliglota como os papas, falava com desenvoltura uma pobre língua aramaica. Nada que pudesse excitar a mente das pessoas existia em sua humilde aparência. Ele foi apenas alguém do povo, distante dos palácios. Nunca havia habitado onde residia toda a pompa de sua época. Poucos haviam se impressionado com o seu desenvolvimento físico, pois era desprezado e rejeitado pelos próprios irmãos. Já nascera acostumado à tristeza e à dor. Pouca gente fixava o olhar em seus olhos. Muitos desviavam dele o seu rosto. Quase ninguém o reconhecia entre os jovens da sua comunidade. Quem haveria de se importar com alguém assim? As pessoas olhavam-no e não davam por Ele valor algum. A solidão e o abandono eram suas fiéis companheiras. A dor da solidão é a dor mais profunda; mais intensa que a dor do parto, porque dói na alma. Já nascera cortado do convívio da sociedade. Se alguém passasse por Ele pela estrada, o gesto normal era virar-lhe o rosto para o lado oposto, pois ninguém haveria de se interessar por uma gente tão infeliz. Uns sentiam temor de sua aproximação. Outros, talvez, sentissem nojo. Mas estava ali o Filho de Deus, sofredor por excelência, por causa dos pecados, que não eram os seus pecados. Isaías já havia profetizado, antes mesmo do menino Deus nascer, que ele seria o afligido de Deus, o ferido que haveria de carregar todas as nossas tristezas e pagar toda a nossa dívida. Ainda hoje, milhares de pessoas estão rodeando o papa dando-lhe boas-vindas ao Brasil. Admiram sua pompa e o tratam como um semi-deus terreno. Milhares, dentre essa multidão, desconhecem o Cristo verdadeiro e quão pouco estão se importando com isso. Nesta noite gélida de maio, as notícias só falam da pomposa visita de Joseph Ratzinger se deslocando sobre um papa-móvel, todo blindado, percorrendo avenidas apinhadas de gente, num país de miseráveis. Olho para o céu... Parece-me estar ouvindo a voz de João que continua a bradar. João parece estar sentindo Jesus aproximar-se, humildemente, caminhando em sua direção, sobre as areias da praia. Ouço sua voz: “Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

O FLERTE E A JUVENTUDE CRISTÃ

Lourildo Costa

Segundo definição do dicionário da Língua Portuguesa, o flertar é o mesmo que namoricar, isto é, atrair alguém do sexo oposto sem comprometer-se com o matrimônio, tendo-se em mente apenas o entretenimento.

Na Carta do apóstolo Paulo aos Efésios, no capítulo 4, versos 17 a 19, somos advertidos no seguinte:” não vivam mais como os pagãos, pois os pensamentos deles não têm valor, e as suas mentes estão na escuridão. Eles não participam da vida que Deus dá porque são completamente ignorantes e teimosos. Perderam toda a vergonha e se entregaram completamente aos vícios e a tudo o que é indecente”.

O indivíduo cortejador considera a si mesmo como o centro das atenções e vive a flertar, a cada dia, com pessoas diferentes, sempre fugindo do compromisso levado a sério. Não passa de um namoradeiro.

O perigo do flerte é que a pessoa do sexo oposto costuma levar o namorico a sério e, quando não tem os seus sentimentos correspondidos pelo parceiro, sente-se decepcionada com a vida e com os fatos, achando-se dentre as mais infelizes entre os viventes.

O hábito de flertar tem levado muitos lares ao desastre, pois alguns insistem em manter o costume adquirido na juventude. Aqueles que flertam estão sempre a ponto de se entregarem ao desregramento e aos sentimentos desordenados despertados pelo desejo carnal.

O flerte não pode ter o consentimento de Deus, pois o Apóstolo Paulo escreveu nos versículos 22 a 24 da carta citada supra: “E, quanto à antiga maneira de viver, abandonem a velha natureza de vocês, que está sendo destruída pelos seus maus desejos. Os seus corações e as suas mentes devem ser completamente renovados. Vistam-se com essa nova natureza, que Deus criou de acordo com a sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, que é correta e dedicada a ele”.

O flerte é um tipo de desobediência a Deus, pois, “já que vocês são povo de Deus, não está certo que a imoralidade, a indecência ou a avareza sejam nem mesmo assunto de conversas entre vocês. Não usem palavras indecentes nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. Ao contrário, digam palavras de gratidão a Deus. Estejam certos disto: nenhuma pessoa imoral, indecente ou cobiçosa (porque a cobiça é um tipo de idolatria) jamais receberá a sua parte no Reino de Cristo e de Deus” – Efésios 5. 3 a 5. “Certamente vocês sabem que são o templo de Deus e que o Espírito de Deus vive em vocês. Assim se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é santo, e vocês mesmos são o seu templo” – I Coríntios 3. 16 a 17. Assim que, se alguém espera pela oportunidade de um relacionamento sadio, deve ser temente à Palavra de Deus, pois o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria. Os jovens cristãos devem fugir do julgo desigual, principalmente no namoro, afastando-se daqueles que desconhecem os mandamentos divinos.

A Primeira Carta de João, no capítulo 3, verso 9, diz o seguinte: “Quem é filho de Deus não continua pecando, porque o Espírito de Deus age nele. E não pode continuar pecando, porque Deus é o seu Pai”. E o mesmo autor conclui, dizendo: “(...) Escrevo a vocês, jovens, porque são fortes. A mensagem de Deus vive em vocês, e vocês já venceram o diabo” – I João 2. 14.


O ENCONTRO DA Rã-NEGRA COM O ELEFANTE-AFRICANO

Lourildo Costa

O elefante-africano é um dos habitantes da áfrica, exatamente nas regiões que ficam abaixo do deserto do Saara. Trata-se do maior mamífero que se conhece, hoje, na face da terra. Sua tromba é musculosa e comprida. Suas orelhas também são grandes. Seu tamanho varia entre seis a sete metros e meio. Sua cauda vai de um a um metro e meio de extensão. Afirmam que esse monstruoso animal pode chegar a viver até sessenta anos.

Danúbio é o nome de um desses elefantes africanos que veio a trabalho para o Brasil. Vivia em um circo, nos arredores da Capital Manaus. Certa feita, esse imponente animal encontrou-se com um pequeno anuro, da ordem dos anfíbios, caracterizado pela cabeça fundida ao corpo, pescoço e caudas ausentes, membro da família dos sapos, das rãs e das pererecas. A rã-negra banhava-se sob os raios solares, às margens do Rio amazonas, quando aproximou o elefante Danúbio, seco para tomar água.

- Olá, Sr. Elefantídeo – disse a rã, animal de minúsculo porte, cintura reduzida, cabeça miúda e boca pequena.

Danúbio bebericava filetes de água fresca, sem se importar com a presença da rã-negra.

- Olá, Sr. Elefantídeo – insistiu o anfíbio – sou capaz de ficar do seu tamanho! Quer ver?

- Jamais conseguirá tal proeza, rãzinha-negra. Deus fez a todos, de acordo com a sua espécie.

- Alto lá, Sr. Elefantídeo! Vou mostrar-lhe minha proeza – retorquiu a rã, enchendo de ar os pulmões. E fez grande esforço, estufando-se completamente.

- Está vendo, Sr. Elefantídeo? Como estou, agora?..

A rã-negra concentrava todas suas forças, atraindo grande quantidade de ar aos pulmões, tufando-se, tufando-se, tufando-se... Engoliu mais ar até que, plaft! Como um balãozinho de aniversário explodiu, voando pedaços de carne por todos os lados.

Danúbio, que havia acabado de matar sua sede, lançou um olhar e retirou-se sorrateiramente, sem nada dizer.

Assim também é o homem. O espírito humano é a reprodução exata de sua natureza e é ele quem dirige o seu caráter. Tudo aquilo que domina o espírito do homem torna-se atributo inerente ao conjunto de seus traços particulares. Se a pessoa permitir que o orgulho o domine, ela será sempre alguém de espírito altivo. Provérbios, o livro de sabedoria prática, afirma que " o orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade faz cair na desgraça" – Pv. 16. 18. De acordo com as influências respectivas que dominem o coração humano, ele poderá ter um espírito perverso, um espírito rebelde, um espírito impaciente e perturbado. Muitos, tal qual aquela infeliz rãzinha-negra de nossa estória, têm sido impelidos pelo espírito de inveja. Devemos guardar o nosso espírito e dominá-lo e pelo arrependimento tornarmo-nos em um novo espírito. Devemos confiar em Deus e suplicar ao Santo Espírito para que transforme o nosso espírito, conforme preceitua Romanos 8. 15: "Porque o Espírito que Deus tem dado a vocês não os torna escravos e não faz que fiquem com medo. Ao contrário, o Espírito os faz filhos de Deus, e pelo poder do Espírito dizemos com fervor a Deus: Pai, meu Pai!".